Onda Cidadã:

Mapeamento sobre Mídias e Cultura Livre no Brasil

Ao todo, são 321 iniciativas mapeadas pelo Onda Cidadã, entre 2008 e 2014

 


> Distribuição regional
> Tipos de instituições
> Tempo de vida das ações
> Status legal
> Autonomia da sede
> Sustentabilidade
> Principal motivação inicial
> Mudança de objetivos
> Quantidade de profissionais
> Área de atuação
> Metodologias utilizadas
> Atividades específicas
> Veículos de comunicação utilizados

Distribuição regional

Entre os mapeados de 2008 a 2014, mais da metade (57%) está localizada na região Sudeste, que concentra sozinha mais GIACs (Grupos, Associações, Iniciativas Pessoais e Coletivos) do que todas as outras regiões juntas. Apenas 1% dos GIACs atuam em todo o território nacional.

184 GIACs estão distribuídos entre os estados da região Sudeste, com 69 localizados apenas no estado de São Paulo, fato esperado devido a grande densidade populacional do estado. A região Norte é a que menos possui GIACs em seu território, com um total de apenas 16. No Centro-Oeste, a maior concentração está no Distrito Federal.

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Tipos de instituições

As iniciativas de mídia livre mapeadas estão distribuídas por diversos tipos de instituição. Há destaque na presença de midialivristas em Grupos sociais/culturais/coletivos, 36% e ONGs, 21%.

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Tempo de vida das ações

Em relação ao tempo de vida das GIACS, 49% das instituições existem entre 1 e 5 anos. 27% tem mais de 11 anos de existência, enquanto 19% tem entre 6 a 10 anos. Se comparado ao resultado anterior, de 2012, houve uma diminuição da porcentagem das instituições entre 1 a 5 anos de vida.

Observa-se também aumento na quantidade das instituições com mais de 11 anos, demonstrando uma maior estabilidade das instituições em continuar com seu trabalho, além de significar que o fenômeno do crescimento das GIACs ainda é intenso, e a estabilidade econômica assim como a facilidade de acesso aos equipamentos eletrônicos corroboram com esta tendência.

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Status legal

Mais da metade (58%) dos coletivos mapeados já são legalmente formalizados, enquanto 27% tem interesse em formalizar sua situação, mas ainda não iniciaram o processo de formalização.

Isso comprova um interesse das GIACs em ter suas atividades formalizadas junto ao governo. Apenas 5% dos coletivos declararam não possuir interesse em formalizar suas atividades.

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Autonomia da sede

Somente 18% dos coletivos mapeados possuem sede própria, enquanto 48% realizam suas atividades em sedes alugadas ou cedidas.

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Sustentabilidade

A pesquisa demonstrou que há um leque maior de estratégias de sustentabilidade financeira dessas iniciativas. E não há entre elas o predomínio de uma única fonte de recurso para financiamento das atividades. Pelo gráfico percebe-se que as parcerias são uma tendência entre midialivristas.

Além disso, muitos se sustentam através de patrocínios que são cedidos. É predominante também a sustentabilidade dos GIACs por recursos próprios. Os recursos também são obtidos, entre outras maneiras, através de doações, convênios governamentais, prestações de serviço, leis de incentivo, oficinas e vendas de produtos.

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Principal motivação inicial

Observa-se que as motivações iniciais são, em geral, respostas às demandas sociais das mais diversas como Enfrentamento de Demandas Sociais e Culturais, 31%; Motivações pessoais, 10%; Produção de uma Comunicação Cidadã, 9%; Direitos Humanos, Diversidades e Cidadania, 8%, e Resgate da cultura/história local, com 7%.

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Mudança de objetivos

Há forte estabilidade dos GIACs, demonstrada pelo percentual de 62% das iniciativas não ter mudado os seus objetivos iniciais com o tempo.

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Quantidade de profissionais

Apenas 24% dos coletivos mapeados contam com mais de 10 profissionais atuando na sua gestão, ao passo que 42% dos coletivos mapeados possuem cinco pessoas ou menos em sua gestão. Muitos coletivos são compostos por pequenos grupos de pessoas, e alguns até mesmo são compostos por uma única pessoa.

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Área de atuação

Apesar do predomínio de GIACs atuando localmente, há uma quantidade expressiva de coletivos que atuam em todo o território nacional. Dos GIACs mapeados, 7% declararam atuar globalmente, enquanto apenas 1% declarou atuar somente em países da América do Sul.

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Metodologias utilizadas

Entre as metodologias utilizadas pelas GIACs, percebe-se um destaque em Apresentações em eventos, com 78,3%, e em Mobilização, discussão e certificação de demandas da comunidade, com 71,9%. Em destaque, observam-se os públicos alvos de maior incidência nas metodologias utilizadas pelas GIACs.

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Atividades específicas

Entre as demandas de formação, para aperfeiçoar o desenvolvimento das atividades das GIACs, é possível perceber a predominância da necessidade de Capacitação para captação de Recursos/Infraestrutura, 12%; seguida da Necessidade de novos profissionais, 10 % e Melhorias na área de comunicação/tecnologias inclusivas com 9%.

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Veículos de comunicação utilizados

Um dos dados mais interessantes da pesquisa revela que a internet é o veículo mais utilizado pelos midialivristas: 72% das experiências de mídias independentes são realizações que ocorrem na web, entre sites, blogs e sites de redes sociais.

Há uma dupla interpretação para este fenômeno: de um lado, a existência de serviços na web que permitem publicação automática de vídeos, textos, sons e fotos, promovendo o surgimento de sites e blogs independentes marcados pela especialização e pela boa qualidade profissional de conteúdo multimídia.

De outro lado, está o uso recorrente de tecnologias de compartilhamento de notícias por usuários da rede. Esse duplo fenômeno mostra como os modos de engajamento em torno da informação, novos modos de cálculo do alcance de uma notícia e a forte participação dos públicos nos temas mais relevantes do espaço público midiático.

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